Categoria: Albert Camus

O Mito de Sísifo
Albert Camus

Camus utilizou-se de Sísifo, personagem da mitologia grega, para centralizar questionamentos filosóficos na busca da percepção da vida e o determinismo de responsabilidade das ações que possam nortear o caminhar do homem no sentido metafísico e nas relações interpessoais.     Mitologia grega Sísifo age de forma talentosa e consegue amenizar a fúria de Zeus, rei dos deuses, quando ordenou Tânatus, deus da morte, a levá-lo ao mundo subterrâneo. Ele elogia a sua beleza e obtém a concordância de Tânatus para colocar um colar em seu pescoço, com o qual manteve a morte aprisionada. Hades, que governava o mundo subterrâneo dos mortos, se uniu a Ares, deus das guerras, e fisgou Sísifo, que antes de se afastar da mulher pediu … [ Continue lendo ]

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A morte feliz
Albert Camus

Patrice Mersault conhece a datilógrafa Marthe. Começam um relacionamento e se envolvem em uma relação conveniente revelando-se um amante silencioso e pouco exigente. No cinema, após uma cena de ciúme, ela revela ter outros relacionamentos e cita Roland Zagreus, que vivia em uma cadeira de roda por ter as pernas cortadas, como um dos amantes preferidos. Patrice Mersault fica curioso e pede a Marthe que o apresente. Entre amantes No primeiro encontro entre os dois amantes de Marthe o protagonista mostrou-se desconfortável, contudo, Roland Zagreus consegue suavizar o incomodo do visitante mantendo o foco da conversa em elogios à moça e busca tornar Patrice Mersault um cúmplice. Atenuado o incomodo Roland Zagreus provoca Patrice Mersault: “Está com um ar cansado … [ Continue lendo ]

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A queda
Albert Camus

O texto traduz o sentimento da ansiedade, próprio de indivíduo angustiado e com necessidade de ser ouvido, devido à falta de atitude que levou Jean-Baptiste Clamence, protagonista da história, a sentir culpa por não ter dado a atenção a um fato que resultou na morte de uma mulher. Leitor e interlocutor A impossibilidade de retroceder no tempo e transformar a omissão em ação fez do personagem um indivíduo ansioso e o autor decide estruturar o texto em um monólogo, capaz de colocar o leitor na condição do desconhecido interlocutor, inoperante e absorto. Hedonismo Jean-Baptiste Clamence, advogado parisiense que se denominou “juiz-penitente”, deixou o glamour da cidade após uma vasta experiência hedonista, na qual a busca do prazer e da satisfação pessoal … [ Continue lendo ]

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O homem revoltado
Albert Camus

A leitura do texto requer paciência para não se apoquentar devido à sua complexidade. Traz a história filosófica sobre a revolta do homem e faz referências a importantes pensadores, quando menciona o niilismo, o surrealismo e o existencialismo. André Breton, Pierre Naville, Sade, Nietzsche e Dostoiévski são citados em várias oportunidades e o leitor precisa ter, pelo menos, noção do que cada um pensava a respeito das crenças e necessidades sociais. O escrito tangencia um ensaio literário a respeito da revolta do homem e traz reflexões sobre propostas políticas e sociais ocorridas nos últimos anos. Possivelmente, por isso, os questionamentos de Albert Camus, que contestam teorias da época, não tenham sido aceitos por alguns pensadores franceses encabeçados pelo filósofo Jean-Paul … [ Continue lendo ]

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A Peste
Albert Camus

Albert Camus escolhe a cidade de Oran, confinada entre o mar e suas portas cerradas, para simbolizar a ocupação nazista na França. A doença disseminada pelos ratos que saiam dos esgotos, dos porões e das fábricas invade a cidade. Dominador versus dominado Contaminada a população obriga seus dirigentes a aguardarem, pacientemente, o fim do processo dominador. Uma espécie de atitude de inferioridade que o ser humano assume quando se depara com determinadas situações. A cidade que serve de palco para a história é finita, apesar do horizonte marítimo. Seus limites físicos servem para simbolizar a impotência em relação ao poderio armamentista da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Ocupação nazista, vivos e mortos A peste bubônica ataca a cidade e mata, … [ Continue lendo ]

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O Estrangeiro
Albert Camus

Albert Camus desenvolve uma história simples, escrita em frases curtas,  evidenciando conceitos segundo o qual o homem é livre e seus atos são responsáveis por seu destino. A frieza e a ausência de emoção do protagonista Meursault, levadas pelo comportamento racional, põe em questão atitudes do homem tornando-o responsável por seus atos. O texto encaminha o leitor para análise do personagem em detrimento da trama. O que está em questão são as emoções ou a falta delas vividas pelo personagem disposto a decidir o caminho da vida e satisfeito com o resultado do seu futuro. Racionalidade até na guilhotina A racionalidade em determinados momentos do texto, remete o leitor a desejar que o fim da trama seja outro, imaginando falta de … [ Continue lendo ]

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