Categoria: Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

Os Irmãos Karamázov
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

Os Irmãos Karamázov é considerada, por muitos estudiosos, uma obra-prima da literatura mundial. Trata-se do último romance escritor por Dostoiévski. Há quem afirme que apesar das suas novecentos e noventa e nove páginas (editora 34) é uma obra inacabada. A história tem como pano de fundo uma cidade russa e aborda os conflitos entre quatro irmãos, filhos do mesmo pai com três mulheres. Fiódor Pavlovitch Karamázov, o pai de Dmitri, Ivan, Alieksêi e do bastardo Pável, era um homem avarento, egoísta, depravado, sem princípios éticos e morais. Adquiriu a sua fortuna através de dotes de suas esposas Adelaída e Sófia. Conflitos Dimitri, único filho de Karamázov com Adelaída, criado por um primo de sua mãe, requereu a sua parte na herança … [ Continue lendo ]

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Crime e Castigo
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

Um estudante, pobre, que habitava um pequeno quarto de uma pensão na cidade de São Petersburgo, na Rússia, foi o personagem escolhido por Dostoiévski para expor efeitos psicológicos, originados em conceito fictício, que classifica a humanidade em seres especiais e seres materialistas. Pessoas especiais ou materialistas Conforme o conceito, era permitido às pessoas consideradas especiais não se aterem às leis e regras definidas, considerando, para efeito, a sua posição social e intelectual. Estas pessoas poderiam cometer crimes, sem, necessariamente, refletirem sobre o fato ou sofrerem retaliações. Aos indivíduos tidos como materialistas cabia o cumprimento das leis e regras definidas pelos ditos seres especiais. Napoleão Bonaparte e os crimes Rodion Românovitch Raskólnikov, protagonista da história, se considerava um indivíduo especial e tinha … [ Continue lendo ]

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A Senhoria
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

A novela combina o drama sentimentalista com o devaneio fantasmagórico. Vassíli Ordínov, personagem central da trama, navega entre a realidade trivial e a paixão alucinada pela jovem Katierina, que vive um relacionamento enigmático com um velho, que a mantem insegura e dependente utilizando-se de mandingas e livros com citações escabrosas. Ordínov avista a bela Katierina, saindo de uma igreja em companhia do velho e sente atração por ela. Trilogia: um velho, um jovem e uma mulher Sai à procura de um local para morar e depara-se com o misterioso relacionamento. Resolve alugar um dos cômodos da casa onde o idoso morava com a atraente jovem e a novela impõe uma trilogia fascinante: um velho astuto, um jovem apaixonado e uma mulher insegura partilhando … [ Continue lendo ]

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O Duplo
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

A narrativa imprime contradições da consciência e tem como protagonista um funcionário público. Ao descrever os diálogos entre Golyádikin e Golyádikin Segundo o texto se apresenta truncado revelando alteração da consciência do protagonista. Para facilitar o entendimento, no início da história, o autor conduz o protagonista ao consultório do seu médico, chamando a atenção do leitor para a existência de alguma anormalidade. Aceitação social O isolamento, provocado pelo distanciamento social, produziu sentimento de solidão, característico de pessoa que necessita ser aceita como parte de uma sociedade que não a vê de forma igualitária. Golyádikin tentava, a todo custo, ser aceito em determinada classe social de uma Rússia Czarista, e, por não conseguir, terminou por criar o seu duplo como forma de … [ Continue lendo ]

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O Eterno Marido
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

O desconfiado, hipocondríaco e lamuriento Vieltchâninov padecia de insônia e tinha sonhos estranhos. Ocupava-se na busca de uma solução para a conclusão de um processo que lhe daria a posse de uma propriedade. Deparou-se, em várias oportunidades, com Páviel Pávlovitch Trussótzki e percebeu que havia muita coincidência nos encontros, contudo, não se lembrava de onde o conhecia. Certa feita, Páviel vai à casa de Vieltchâninov e se identifica como viúvo de Natália Vassílievna e o informa da existência de Lisa, filha de Natália. Tudo teria sido natural se, no passado, não tivesse havido um relacionamento amoroso entre Vieltchâninov e a atraente e dominadora Natália Vassílievna. A revelação Dez dias após conhecer Vieltchâninov a garota morre, e, só após sua morte, … [ Continue lendo ]

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Recordações da Casa dos Mortos
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

Ao falar a respeito do livro Recordações da Casa dos Mortos convém comentar o ocorrido com o autor, antes da experiência que teve como presidiário. Conceito imaginário A Europa enfrentava conflitos sociais. Vivia um sonho libertário e o socialismo aparecia como alternativa utópica, para acabar com o feudalismo existente na Rússia. Ainda jovem, Dostoiévski, envolveu-se na conspiração do revolucionário Mikhael Petrachévski, que tinha como propósito assassinar o Czar Nicolau I. Apesar de negar o seu envolvimento, o autor foi preso em 1849 e condenado a morte. Com vinte graus abaixo de zero, vestindo uma túnica mortuária, o condenado foi amarrado em poste na Praça Semionovski e experimentou a desagradável sensação que antecede uma execução: padres, fuzis, tambores, etc A Sibéria como … [ Continue lendo ]

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O Crocodilo
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

Escrito no contexto histórico da Rússia Czarista, sob o comando de Alexandre II, cujo governo antiliberal defendia privilégios da aristocracia, o autor, que viveu o regime e suas consequências, escolheu uma linguagem simbólica para satirizar a burocracia russa, lhe atribuindo uma crítica impiedosa, contrastando com a concepção do modelo capitalista. Aristocracia e capitalismo Dostoiévski elege uma sofisticada galeria em São Petersburgo, um funcionário público, um imigrante alemão e seu crocodilo para simbolizar a aristocracia, a burocracia governamental, e o regime capitalista, sem se descuidar das críticas e opiniões do narrador, Siemión Siemiônitch, que se inclui na história intrometendo-se nos diálogos, registrando situações, valores, conceitos e interesses dos personagens que giram em torno do protagonista. Engolido pelo capitalismo Em companhia da … [ Continue lendo ]

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O Jogador
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

O envolvimento de Alexei Ivanovich, um prospector encarregado da educação dos filhos de um general, que vive em companhia da enteada Paulina Alexandrovna como hospede em um hotel, serve como enredo para retratar os efeitos maléficos do vício do jogo. Paulina era usada pelo general para flertar com pessoas responsáveis por financiar a sua dívida, que tinha como garantia os bens da vovó Antônia Vassilievna, cuja morte era aguardada pelo general e seus credores. A proximidade de Alexei terminou em amor platônico e o fez querer compreender o que havia, sob sigilo, nos relacionamentos entre Paulina e outros personagens da história. Busca pelo reconhecimento A admiração por Paulina não tinha limite, jurava devoção e se submetia a todas as exigências … [ Continue lendo ]

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Uma História Lamentável
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

Três cavalheiros reunidos na casa do conselheiro Stepán Nikíforovitch Nikíforov dialogavam, tarde da noite, até que o jovem general russo Iván Ilítch Pralínskii expressou suas opiniões de cunho social. Linguagem transformadora “Está mais do que na hora! Já nos retardamos demais, e, a meu ver, humanidade é a primeira condição; humanidade no modo de tratar os subalternos, pois não se deve esquecer que são homens como nós! A humanidade será a salvação universal e porá tudo nos trilhos…”  Os demais cavalheiros discordaram das ideias renovadoras do jovem general e, apesar de mantida a cortesia, a discussão gerou desconforto. Iván acompanhado por Semión Ivánovitch Chipuliénko deixaram a casa do anfitrião e perceberam que o cocheiro, Trifón, havia saído com o trenó. … [ Continue lendo ]

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Noites Brancas
Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

A solidão de pessoas que habitam grandes cidades cria a necessidade de se construir relacionamentos fortes e duradouros. Valores da vida e as nossas escolhas “E as pessoas abanam a cabeça e murmuram: Como os anos passam depressa! E perguntam ainda: Que fizeste durante esse tempo? Chegaste realmente a viver ou não? Olha, dizemos para nós mesmos, repara que frio faz neste mundo. Basta que passem mais uns anos para que chegue a espantosa solidão, a trêmula velhice que traz consigo a tristeza e a dor. O teu mundo fantástico há de perder então as suas cores, murcharão e morrerão os teus sonhos, e, como as folhas amarelas que tombam das árvores, também eles se desprenderão de ti…” O sonhador, … [ Continue lendo ]

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